Informação sobre enxaqueca, causas, sintomas e tratamento da enxaqueca e cefaleia. Abordamos todos os tipos de enxaqueca.


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Novo tratamento para enxaqueca dolorosa

De acordo com o CBS Denver, um novo tratamento está ajudando a prevenir enxaquecas dolorosas - e é livre de drogas.
O paciente usa o dispositivo na cabeça que se parece com uma banda de alta tecnologia, uma vez por dia. 
"Minha cabeça parece palpitar ... respirar, pulsar", disse Robert Paradis, que tinha uma enxaqueca quase todos os dias durante os últimos 18 anos. 
"A dor estava centralizada num único local quase como se estivesse sentindo um picador de gelo a furar o crânio", disse Paradis. 
Ele tentou uma infinidade de medicamentos, fisioterapia, biofeedback e outros tratamentos, mas nada estava funcionando. 
Toda a sua vida foi condicionada pelas enxaquecas.
Em seguida, em abril passado, ele tentou Cefaly. 
"Assim que cheguei, vi resultados imediatos." 
Cefaly é um arco de plástico alimentado por bateria. Esta técnica utiliza um eletrodo na testa e, em seguida, coloca-se o dispositivo. Estes são usadas por 20 minutos todas as noites.
"Agora eu posso sentir um formigamento na testa logo acima das sobrancelhas." 
Cefaly funciona estimulando os nervos abaixo da testa que desencadeiam a enxaqueca e pode realmente impedi-la. 

"Nós estivemos esperando por Cefaly", disse o especialista em dor de cabeça Dr. Cori Millen. 
Millen diz que Cefaly tem sido usado na Europa há anos, mas só foi aprovado pela Food and Drug Administration em março passado. 
"Já tive pacientes que chegam e dizem:" Desde que eu comecei a usar Cefaly comecei a fazer atividades que não fazia há anos ", disse Millen.
Cefaly pode não funcionar para todos os pacientes. Aqueles que sofrem de enxaqueca devem conversar com seu médico. Este tratamento carece de prescrição médica, e custa nos E:U.A. cerca de US $350.

Enxaqueca e a consulta médica

Se sofre de enxaqueca, tenha em atenção quatro dicas para que possa obter o máximo de proveito do seu relacionamento com o seu médico. 

SAIBA MAIS SOBRE A<ENXAQUECA
Saiba mais sobre a enxaqueca, as suas causas e opções de prevenção e tratamento. Familiarize-se com os seus próprios sintomas, padrões, e gatilhos que a motivam.

ESTEJA PREPARADO PARA A SUA CONSULTA MÉDICA
Ser capaz de fornecer informações específicas ao seu médico, irá facilitar seu atendimento. Esteja preparado para compartilhar as seguintes informações:
- Fornecer exemplos para explicar a gravidade de seus ataques de enxaqueca (por exemplo, quantas dias de escola/trabalho você perde, formas como a enxaqueca interfere com suas atividades, e efeitos sobre a sua qualidade de vida).
- Mantenha as informações de cada ataque, incluindo sintomas, o que você acha que pode ter causado o ataque, e quaisquer medidas que ajudaram a aliviar os sintomas.
- Elabore lista de medicamentos que você está tomando atualmente para a enxaqueca ou qualquer outro problema de saúde, incluindo medicamentos de prescrição médica ou não, e remédios naturais. 
- Compartilhe suas metas de tratamento com o seu médico.
Manter um diário de dor é a melhor forma de reunir informações para a sua consulta médica. Conhecer o padrão de dor de cabeça pode ajudá-lo a sentir-se mais no controle de sua vida. 

ENTENDA O SEU PLANO DE TRATAMENTO
Certifique-se de entender o seu plano de tratamento quando sair da consulta médica. Peça instruções detalhadas para os seus medicamentos, e certifique-se de entender quanto tempo você terá que tomar a droga antes que você comece a notar melhorias. Você também pode pedir ao seu médico para analisar os prós e os contras de cada medicamento, incluindo potenciais reações negativas ou outros efeitos colaterais. Se for necessário uma consulta de acompanhamento, certifique-se de compreender quando isso deve acontecer. Manter consultas de acompanhamento é fundamental para a criação de um plano de tratamento bem-sucedido.

SEJA REALISTA
É útil ter expetativas razoáveis sobre o tratamento da enxaqueca. Embora não haja cura para a enxaqueca, a doença pode ser controlada com tratamento efetivos e programas de cuidados pessoais. Assim, recomendamos que:
- Seja paciente e dê tempo para que o tratamento possa funcionar.
- Perceba que o sucesso do tratamento vai ter fluxos e refluxos.
- Esteja disposto a ouvir o seu médico e mantenha uma mente flexível, aberta e preparada para modificar o seu tratamento, se necessário.

Tratamento não-farmacológico na enxaqueca

Opções não-farmacológicas como tratamento da enxaqueca incluem estratégias que podem ser utilizadas por nós próprios, ou tratamentos utilizados por profissionais treinados. O seu médico pode ser capaz de fornecer referências. Estas estratégias podem ser úteis para a prevenção de ataques de enxaqueca, bem como gestão de enxaquecas crônicas.

Compreender como os impactos do estilo de vida afetam a gravidade e frequência das crises de enxaqueca pode ser uma grande parte do sucesso na prevenção da enxaqueca. A chave, é desenvolver padrões consistentes para todos os dias da semana.
Mudanças no estilo de vida devem ser realizadas de forma gradual e ao longo do tempo. Elaborámos uma lista de estratégias comprovadas. Estas incluem:
- Sono: Deve manter-se uns padrões de sono consistentes, inclusive nos fins-de-semana e feriados. Isto significa que você deve deitar-se e levantar-se todos os dias à mesma hora. Deve tentar perceber a quantidade de sono de que você precisa e tentar não ficar mais tempo a dormir, e tão pouco menos tempo do que o necessário. Não dormir o suficiente durante a semana e tentar obter sono extra no fim-de-semana pode desencadear um ataque de enxaqueca.
- Exercício: Uma rotina de 20 a 40 minutos de exercício aeróbico, três ou mais vezes por semana pode aliviar o estresse e equilibrar a fisiologia interna, melhorando a sua enxaqueca.
- Alimentação: Coma refeições regulares e não pule as refeições. Coma um bom e saudável pequeno-almoço.
- Reduza o estresse: Procure implementar técnicas comuns de gerenciamento de estresse.
- Melhore a sua postura: Preste especial atenção à forma como você segura seu pescoço e ombros. Por exemplo, quando se trabalha num computador, ajuste a sua cadeira e mesa, de modo que você não tenha que dobrar o pescoço por longos períodos.

Como identificar e tratar a enxaqueca

Por Dr André Felicio, neurologista, doutor em ciências pela UNIFESP, membro da Academia Brasileira de Neurologia e clinical fellow da University of British Columbia no Canadá, publicado em Segs.com.br.

A enxaqueca, também conhecida como migrânea, é um tipo de dor de cabeça que pode ocorrer em determinados momentos da vida, de maneira episódica (ou seja, em episódios) ou com bastante frequência, de maneira crônica. Existem, basicamente, dois tipos de enxaqueca: com aura (menos comum) e sem aura (mais comum).  A aura é uma manifestação neurológica que os pacientes com enxaqueca referem antes da crise. Ela dura, em geral, de 5 a 20 minutos e é caracterizada por alterações visuais (pontos luminosos, visão em túnel ou perda da visão de um dos lados), formigamentos no braço ou na perna, tontura e, mais raramente, alteração de fala ou da força muscular.

Os fatores internos que contribuem para a enxaqueca são, normalmente, de natureza genética, ou seja, história familiar de enxaqueca torna o individuo mais suscetível a adquirir o problema. Fatores hormonais também pesam, especialmente para as mulheres, que estão mais propensas a ter enxaqueca durante seu ciclo de vida reprodutivo, ou seja, entre a primeira menstruação (menarca) e a última (climatério).

A relação entre anticoncepcionais e enxaqueca também deve ser ressaltada. Embora, em algumas circunstâncias, eles possam ser a própria causa da dor, muitas vezes, porém, o "controle" dos ciclos menstruais irregulares com os anticoncepcionais pode ser um auxílio no combate à enxaqueca.

A identificação da enxaqueca, entre os vários tipos de dor de cabeça que existem, geralmente segue uma criteriosa entrevista médica e exame físico direcionado que identificam, entre outras coisas:
  1. dor forte, pulsante, de um lado da cabeça
  2. dor que piora com a prática de atividades físicas
  3. presença de enjôo e, às vezes, vômito
  4. luz e barulho incomodam mais do que o normal, agravando a dor
  5. ausência de outros problemas clínicos ou neurológicos que justifiquem a dor
Além da dor em si, que impacta negativamente nas atividades cotidianas de quem sofre deste problema, a enxaqueca, principalmente a crônica, pode estar associada a uma série de transtornos neuropsiquiátricos que vão desde depressão à ansiedade, passando por transtornos do sono e da alimentação. 

Um estudo realizado na UNIFESP, com cerca de 4000 pacientes com dor de cabeça, mostrou que cerca de 40% procuram o serviço especializado para tratamento da dor. O tratamento para a enxaqueca engloba dois grandes grupos de remédios: os que tratam as crises (abortivos), como os da família dos triptanos e ergotamiínicos, antiinflamatórios e analgésicos simples; e os que previnem as crises (preventivos). Estes últimos são mais complexos e incluem diversos medicamentos originalmente usados para outros fins, como alguns antidepressivos, antihipertensivos, anticonvulsivantes, entre outros. Quando prescritos corretamente, eles auxiliam bastante no tratamento da enxaqueca, “prevenindo” novas crises.

Os medicamentos que tratam as crises agem no mecanismo conhecido por "inflamação neurogênica", atuando em receptores de serotonina, opioides, canais de cálcio, entre outros. Os efeitos colaterais dependem muito do remédio utilizado. Por exemplo, alguns antidepressivos podem causar sono e aumento de peso. Já alguns anticonvulsivantes podem reduzir o apetite.

Algumas medidas não-farmacológicas também são importantes para prevenir a dor, por exemplo: evitar alimentos que deflagram a enxaqueca (chocolate, queijo amarelo, álcool, entre outros), praticar atividade física, técnicas de relaxamento, biofeedback e acupuntura.

Em resumo, a enxaqueca é um tipo de dor de cabeça bastante comum, em particular, nas mulheres, mas que deve ser reconhecida pelo médico e tratada adequadamente, uma vez que existem vários diagnósticos diferenciais para as dores de cabeça e as medicações para crise ou prevenção são escolhidas conforme o perfil de cada paciente e situação.

Conheça quais as causas da enxaqueca, seus sintomas e sinais, os diversos tipos de enxaqueca e como é feito o seu tratamento.

Tratamentos naturais para dor de cabeça

Existem diversos tratamento naturais que podem contribuir para o tratamento da dor de cabeça, nomeadamente:
• Quando surgir uma dor de cabeça, aplique compressas frias no lugar onde a dor parece ter originado. Isto reduz espasmos musculares e ajuda os vasos sanguíneos. Deixe um pano limpo e húmido na geladeira por 10 minutos, ou mergulhe-o em água com cubos de gelo, retire-o e torça-o e aplique.
• Coloque um aquecimento sobre os músculos do ombro como uma almofada, toalha quente ou garrafa de água quente e talvez no pescoço. Fazer isso pode te ajudar.
• Durma o suficiente, mas evite acordar tarde. Vá dormir mais cedo.
• Não coma demais. Inclua suficiente quantidade de fibra em suas refeições.
• O tratamento para cefaleia depende da causa. Cefaleias causadas por um determinado problema frequentemente retornam. Portanto, identifique a causa e muitas futuras dores de cabeça serão evitadas.
• Às vezes, dores de cabeça repetidas, são um sintoma de uma doença mais grave.
• Certifique-se de que você esteja recebendo suficiente vitamina B, especialmente niacina e ácido pantatênico. Vitamina A e ferro são também importantes (mas não se esqueça de dar preferência sempre a obter o seu ferro de alimentos, tais como melaço, etc e não de produtos químicos, como suplementos).
• Exercícios regulares podem ajudar a prevenir dores de cabeça devido à tensão. Exercite-se quando houver dor de cabeça, caso a dor não seja severa.
• Faça suas refeições em horas regulares, e não coma alimentos que possam causar-lhe este problema.
• Respire profundamente.
• O brilho da luz pode causar fadiga visual e dores de cabeça.
• Não mastigue chiclete. A mastigação repetitiva pode trazer tensão e dor de cabeça.
• Não use muito sal.
• Não exagere. Aprenda a viver dentro do seu limite.
• Quando tiver que enfrentar altas altitudes, tome adicional vitamina C, para evitar uma cefaleia devido a alta altitude.
• Mantenha um diário para ajudá-lo a determinar a causa das dores de cabeça. Anote: data, hora do dia, quando a dor é sentida e quaisquer comentários sobre o que você acha que podem ser possíveis causas.
• Se alguns dos seguintes sintomas ocorrem com a cabeça, a situação pode ser mais grave, e você deveria consultar um profissional: febre e rigidez no pescoço, sensibilidade à luz, perda da fala ou confusão, batimento cardíaco irregular, pressão na área dos sinus na face, mudança visual das cores ou a sensação de que sua cabeça vai explodir.
• Se você acha que alguma coisa que comeu ocasionou uma terrível dor de cabeça, tome 5 comprimidos de carvão dentro de uma hora. (não tome comprimidos de carvão diariamente)
• Alguns chás das seguintes ervas podem ser benéficos: valeriana, matricária, erva-cidreira, primavera, lavanda e salgueiro.

Pontos de acupuntura para tratar enxaqueca

Os Tratamentos da Enxaqueca através da Acupuntura, têm diferentes pontos de actuação, pelo que se descreve cada um em função da tipologia da enxaqueca (cefaleia):

 - Enxaqueca tipo Vento com Umidade:
Pontos: Feng Chi (VB20), Tou Wei(E8), Tong Tian(B7), He Gu(IG4), San Yang Luo(TA8).
  Manipulação: Sedação

- Enxaqueca tipo ascensão do Yang do Fígado:
Pontos: Xuan Lu(VB5), Han Yan(VB4), Tai Chong(F3), Tai Xi(R3).
Manipulação: Sedação

- Enxaqueca tipo estagnação da Fleuma: 
Pontos: Zhong Wan(VC12), Feng Long(E40), Bai Hui(VG20), Yin Tang(Extra)
Manipulação: Sedação.
 
- Enxaqueca tipo deficiência do Sangue:
Pontos: Shang Xing(VG23), Xue Hai(BP10), Zu San Li(E36), San Yin Jiao(BP6)
Manipulação: Tonificação.


.- Enxaqueca tipo estagnação do Sangue:
Pontos: A-Shi, He Gu(IG4), San Yin Jiao(BP6)
Manipulação: Tonificação ou Sedação.

A acupuntura no tratamento da enxaqueca

A origem da Acupuntura confunde-se com o início da civilização chinesa pelos indícios existentes de uma tradição onde os conhecimentos eram transmitidos verbalmente de mestre para discípulo. Na dinastia do Imperador Amarelo (Huang Di) tais conhecimentos foram condensados num livro tradicional conhecido até hoje como a “Bíblia da Acupuntura”, denominado Huang Di Nei Jing, que se trata de um texto escrito em forma de diálogos nos quais se obtém informações a respeito da todas as questões ligadas à saúde, principalmente, sobre a arte da cura (HISTÓRIA DA ACUPUNTURA, 2003).
A acupuntura tem por objectivo tratar as doenças por meio de aplicações
de agulhas de corpo longo e ponta fina em pontos determinados para produzir sensações ao paciente com a finalidade de curar uma enfermidade (YAMAMURA, 1993).
Para a Medicina Chinesa, o corpo é constituído de Matéria e Energia. Existem as energias que o homem absorve através da respiração (Energia Celeste), através da alimentação (Energia Terrestre) que juntas constituem a Energia Essencial e que esta, juntamente com a Energia Ancestral, vão constituir a Energia Nutridora e a Energia Defensiva. O equilíbrio destas Energias, de uma maneira geral, é o responsável pela saúde do indivíduo.
Quando há o desequilíbrio ou um excesso de Energia Celeste, considerados os factores de adoecimento, o indivíduo adoece (CORDEIRO, 2001;WEN, 1995).
Existem as teorias:
a) Yin-Yang, representado no Tai Chi (Grande Princípio Primordial), referindo que todo o fenómeno do universo é um íntegro formado por 2 partes opostas e complementares que se relacionam mutuamente;
b) Órgãos e Vísceras (Zang-Fu), referindo as actividades fisiológicas dos órgãos que permitem o equilíbrio energético;
c) Cinco elementos (Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água) que, na realidade, são os 5 elementos básicos que constituem a natureza onde existe, entre eles, uma interdependência e uma inter-restrição que determinam seus estados de constante movimento e mutação, sendo essa teoria comummente usada como guia na aplicação do tratamento após realizado o diagnóstico.
Todas as teorias são utilizadas para, de maneira filosófica, explicarem os processos patogénicos e curativos através do reequilíbrio da Energia Vital (Qi), com a manutenção dos 12 canais de energias bilaterais e dois canais unilaterais existentes no corpo humano (YAMAMURA, 1993; MACIOCIA, 1996;WEN, 1995).
O diagnóstico na acupuntura se dá por quatro (4) procedimentos:
a) inspecção – geral e regional, onde a língua é muito inspecionada durante diagnóstico pelos acupunturistas chineses;
b) ouvir as queixas e sentir os odores apresentados pelo paciente;
c) questionar os dados a respeito da duração, local e tipos de sintomas e sinais;
d) palpação – pulsologia, um dos métodos também muito utilizado pelos acupunturistas, pois, baseado na observação milenar da medicina chinesa, existe uma relação entre a posição do pulso e os diferentes meridianos do organismo podendo, desta forma, indicar a situação do meridiano no indivíduo naquele momento (WEN, 1995).
Com relação aos instrumentos de aplicação da acupuntura, estes foram
se desenvolvendo a partir do momento em que novos materiais foram sendo descobertos resultando na confecção das agulhas. Existem provas arqueológicas de que as agulhas eram feitas primariamente de pedras polidas, mas depois evoluíram para outros materiais como ossos, bambú, barro, ferro, ouro e prata, ligas metálicas até às agulhas de aço inoxidável que são utilizadas até os dias de hoje. Paralelamente ao desenvolvimento da aplicação por agulhas houve também o desenvolvimento do uso da moxa (cones ou bastões acesos feitos a partir de folhas secas de Artemisia vulgaris) para cauterizar ou aquecer determinadas regiões da pele, apesar de alguns autores acreditarem que a moxa é ainda mais antiga que a acupuntura. A aplicação da acupuntura pelo corpo pode ser feita através de pontos por todo o corpo (Acupuntura Sistémica) ou através de pontos localizados em partes determinadas do corpo (Acupuntura Microssistêmica) onde, por exemplo, a orelha é considerada um microssistema juntamente com a face, mãos, pés, a cabeça na craneoacupuntura e outros (YAMAMURA, 1993; WEN, 1995).
Com a passar dos tempos, os métodos de aplicação da acupuntura também foram se desenvolvendo onde, antigamente, os estímulos nos pontos de acupuntura eram apenas mecânicos (agulhas, massagens e ventosas) e térmicos (moxa), com a evolução da ciência, outros tipos de estímulos também podem ser administrados hoje como, por exemplo, estímulos eléctricos (eletroacupuntura), luminosos (cromoterapia, laser, infravermelho), magnéticos (imãs) e químicos (HOPWOOD, 2001).
Durante as últimas décadas, a acupuntura se tornou cada vez mais popular e parcialmente aceita em muitos países ocidentais, principalmente como técnica de alívio da dor. Vários factores contribuíram para essa popularidade, tais como muitos relatos de alívio de dor aguda e crónica, a compreensão de alguns mecanismos de acção e o interesse nas culturas do Extremo Oriente e em seu misticismo. Além disso, o tratamento não tem efeitos colaterais sérios e é barato. O fato mais importante para sua aceitação parcial na área da saúde foi a acumulação de resultados da aplicação dos métodos científicos na avaliação de seus efeitos. Isso começou nos anos 50, na China, com estudos da analgesia durante cirurgias (HOPWOOD et al, 2001).

Tipos de tratamento da enxaqueca

O tratamento farmacológico das enxaquecas pode visar o controle da dor no momento da crise, quando elas são esporádicas e não interferem de forma significativa nas actividades diárias do paciente, ou a profilaxia dos episódios quando os mesmos se tornam incapacitantes. Na literatura, sugere-se numerosas drogas tanto para o tratamento abortivo quanto para o tratamento profilático, especialmente para enxaquecas de difícil controle. 




• Medidas gerais
1. Evitar, quando possível, os factores desencadeantes
2.  Repouso em lugar escuro e tranquilo
3.  Antieméticos por via parenteral quando necessário
• Tratamento abortivo (no início da dor ou durante a aura)

1. Inicialmente um dos seguintes inibidores das prostaglandinas
a)  paracetamol = 10 mg/kg/dose; dose máxima 750 mg ou
b) ácido acetil-salicílico = 10 mg/kg/dose; dose máxima 1000 mg
2. Quando não se obtém o controle da crise, a associação ergotamina (1mg) e cafeína (100mg) pode ser utilizada em crianças maiores e adolescentes. Quando necessário, esta dose pode ser repetida em 30 minutos.
3. O sumatriptano pode substituir a ergotamina em crianças maiores e adolescentes mas não deve ser associada a ela. Por via subcutânea a dose é de 6mg e por via oral é de 100 mg.
• Tratamento profilático

Quando as crises são freqüentes com prejuízo das actividades quotidianas, deve-se utilizar uma das seguintes drogas, diariamente, mesmo durante os períodos assintomáticos:
1)  Propranolol: contra indicado quando há antecedente de bronco espasmo. A dose usual é de 2 mg/kg/dia, distribuída em 3 tomadas.
2)  Flunarizina:  A dose é de 5-10 mg 1-2xdia.
3)  Ácido valpróico ( valproato de sódio ): dose inicial de 10 a 15 mg/kg/dia em 2 doses diárias. A dose de manutenção é de 20 a 30 mg/kg/dia.

Tratamento das crises de enxaqueca

Vários medicamentos, isoladamente ou em combinação, são usados para controle sintomático das crises, objectivando cessação da dor ou seu alívio em tempo curto (cerca de duas horas). Geralmente são preferidas as apresentações orais. Como a peristalse está diminuída durante a crise, preparações efervescentes ou dispersíveis também são preferidas por terem absorção mais rápida que a dos comprimidos convencionais. Além disso, outras vias de administração podem ser utilizadas. Com base nos dados existentes, vários grupos farmacológicos mostram-se eficazes em reduzir dor sustentadamente. Os resultados são melhores quando o tratamento é iniciado precocemente, sendo suficientes, então, menores doses dos medicamentos.

Betabloqueadores no tratamento da enxaqueca

Os Betabloqueadores são uma das classes de medicações mais antigas no tratamento da enxaqueca e também eficazes. São também usados no tratamento da hipertensão arterial. O PROPRANOLOL e o ATENOLOL são os mais usados, com boa eficácia. Efeitos colaterais são cansaço e depressão.
Betabloqueadores são contra indicados em pacientes com asma. Outros betabloqueadores como o NADOLOL, PINDOLOL e METOPROLOL podem também ser usados.

antidepressivos no tratamento da enxaqueca

Mais de 20 diferentes tipos de antidepressivos existem, divididos em várias classes (tricíclicos, inibidores da MAO, inibidores da recaptação de serotonina, serotonina e noradrenalina, serotonina e dopamina) porém poucos são sabidamente eficazes no tratamento das cefaleias. A medicação mais usada e com comprovação científica mais ampla é a AMITRIPTILINA, um antidepressivo tricíclico, cujos principais efeitos colaterais são sonolência (útil para pacientes com insónia), e boca seca.
É uma medicação utilizada para depressão, vários tipos de dor, Apoio: ansiedade, insónia, síndrome do cólon irritável e fibromialgia.
Outros antidepressivos são usados para o tratamento da enxaqueca, cefaleia do tipo tensional e cefaleia crónica diária, porém apenas os tricíclicos tem sabida eficácia. OS antidepressivos são : - ORTRIPTILINA, IMIPRAMINA, DOXEPINA (classe dos tricíclicos);
- FLUOXETINA, CITALOPRAM, SERTRALINA, PAROXETINA, FLUVOXAMINA (classe dos inibidores da recaptação da serotonina);
- BUPROPRION, AMINEPTINA (inibidores da noradrenalina e dopamina); MIRTAZAPINA, NEFAZODONE, VENLAFAXINA, ROLIPRAM (inibidores da recaptação da noradrenalina) FENELZINE, TRANILCIPRAMINE (inibidores da MAO).
Recentemente foi lançada a medicação antidepressiva DULOXETINA, com acção equilibrada de dois neurotransmissores: a serotonina e a noradrenalina, os resultados são promissores.

Tratamento agudo não medicamentoso da enxaqueca

Além dos remédios, algumas outras estratégias podem ser usadas para o alívio mais efectivo da crise de dor de cabeça.
A aplicação de uma compressa fria, ou gelo na região cervical e/ou frontal pode ajudar no alívio da dor. Pessoas com intensa ansiedade na hora da crise, acabam entrando em desespero, chorando, hiperventilando (respirando aceleradamente), o que causa piora dos sintomas da crise de cefaleia. Para tais condições, o treino de técnicas de relaxamento pode reduzir e até abolir um número considerável de crises, porém, é preciso um esforço pessoal do paciente maior.
É o principal tratamento das dores de cabeça, o tratamento preventivo, também conhecido como profilático, visa evitar as crises, torná-las menos intensas, menos frequentes, e mais responsivas ao tratamento agudo.
Expectativas realistas para o tratamento são necessárias, redução das crises em 50% acontecem na maioria dos casos.

Triptans para tratamento da enxaqueca

Os triptans são medicações criadas especificamente para o tratamento das enxaquecas.
Elas agem nos receptores de serotonina, melhorando a crise de enxaqueca mais rapidamente, com menos efeitos colaterais que as ergotaminas. O primeiro remédio lançado foi o SUMATRIPTANO. Recentemente, outros novos triptans como o RIZATRIPTAN, ZOLMITRIPTAN e NARATRIPTAN estão disponíveis. Apesar de eficazes, o preço dos triptans é considerado ainda alto.

Anti-inflamatórios usados no tratamento da enxaqueca

São medicamentos usados para dor em geral. Eles agem em uma substância chamada prostaglandina, diminuindo a inflamação. Vários anti-inflamatórios são usados para cefaleias, tais como DICLOFENACO, INDOMETACINA, NAPROXENO, ASPIRINA.
São eficazes no tratamento das crises de cefaleia, mas apresentam efeitos colaterais indesejáveis na mucosa do estômago e rins.
A INDOMETACINA é uma medicação especial para dores de cabeça. Alguns tipos de cefaleias apresentam uma resposta imediata e duradoura a indometacina, são as cefaleias indometacino-responsivas (Hemicrania continua, hemicrania paroxística crónica, cefaleia do esforço, cefaleia da tosse, cefaleia da actividade sexual, cefaleia em pontadas).
NOVOS ANTIINFLAMATÓRIOS (INIBIDORES DA COX-2) Etoricoxib (ARCOXIA) e Celecoxib (CELEBRA) são novos anti-inflamatórios cuja ação e mais específica para dor, causa menos úlcera gástrica e sangramento. O preço, no entanto, é maior que outros antiinflamatórios convencionais. Recente polémica quanto à segurança deste anti-inflamatórios fez com que duas substâncias desta mesma classe fossem retiradas do mercado, o valdecoxib (BEXTRA) e Rofecoxib (VIOXX).

Analgésicos comuns para enxaqueca

Analgésicos comuns ou simples, são medicamentos que geralmente não precisam de receita médica, e que são encontrados.
Os mais comuns são o ACETOMINOFENO ou PARACETAMOL, cujo nome comercial é tylenol, e a DIPIRONA, com várias formulações comerciais, Doril, Anador, Cibalena.
Muitos analgésicos apresentam também em suas fórmulas a cafeína.
O custo destes medicamentos é baixo, são úteis para crises de intensidade leve a moderada, apresentam poucos efeitos colaterais, mas não são eficazes para crises de enxaqueca mais intensas. Há um grande potencial de cefaleia rebote com o uso excessivo de analgésicos (mais que 3 vezes por semana).

Tratamento da enxaqueca

O tratamento farmacológico das enxaquecas pode visar o controle da dor no momento da crise, quando elas são esporádicas e não interferem de forma significativa nas actividades diárias do paciente, ou a profilaxia dos episódios quando os mesmos se tornam incapacitantes. Na literatura, sugere-se numerosas drogas tanto para o tratamento abortivo quanto para o tratamento profilático, especialmente para enxaquecas de difícil controle. 
• Medidas gerais
1. Evitar, quando possível, os factores desencadeantes
2.  Repouso em lugar escuro e tranquilo
3.  Antieméticos por via parenteral quando necessário
• Tratamento abortivo (no início da dor ou durante a aura)

1. Inicialmente um dos seguintes inibidores das prostaglandinas
a)  paracetamol = 10 mg/kg/dose; dose máxima 750 mg ou
b) ácido acetil-salicílico = 10 mg/kg/dose; dose máxima 1000 mg
2. Quando não se obtém o controle da crise, a associação ergotamina (1mg) e cafeína (100mg) pode ser utilizada em crianças maiores e adolescentes. Quando necessário, esta dose pode ser repetida em 30 minutos.
3. O sumatriptano pode substituir a ergotamina em crianças maiores e adolescentes mas não deve ser associada a ela. Por via subcutânea a dose é de 6mg e por via oral é de 100 mg.
• Tratamento profilático

Quando as crises são frequentes com prejuízo das actividades quotidianas, deve-se utilizar uma das seguintes drogas, diariamente, mesmo durante os períodos assintomáticos:
1)  Propranolol: contra indicado quando há antecedente de broncoespasmo. A dose usual é de 2 mg/kg/dia, distribuída em 3 tomadas.
2)  Flunarizina:  A dose é de 5-10 mg 1-2xdia.
3)  Ácido valpróico ( valproato de sódio ): dose inicial de 10 a 15 mg/kg/dia em 2 doses diárias. A dose de manutenção é de 20 a 30 mg/kg/dia.