Informação sobre enxaqueca, causas, sintomas e tratamento da enxaqueca e cefaleia. Abordamos todos os tipos de enxaqueca.


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Enxaqueca e os alimentos

Para as pessoas que sofrem de enxaqueca, certos alimentos, perfumes fortes, luzes a piscar, mudanças climáticas, assim como outros fatores ambientais podem desencadear um ataque de enxaqueca. Mas nem todas as pessoas têm os mesmos gatilhos que provocam os ataques de enxaqueca, e diversos gatilhos podem motivar diversos ataques, o que faz com que a enxaqueca seja difícil de prevenir. No entanto, existe um acordo geral sobre os gatilhos mais comuns.

Alguns alimentos que consumimos na nossa dieta habitual podem desencadear ataques de enxaqueca e dor de cabeça em pessoas sensíveis, através de uma reacção alérgica. Substâncias presentes nos alimentos podem ser a causa de alterações no tônus vascular e podem provocar a enxaqueca. Entre estas substâncias estão:
  • Queijos curados (como cheddar, Emmentaler, Stilton, Brie, e Camembert)
  • Chocolate
  • Marinados, em conserva, ou alimentos fermentados
  • Os alimentos que contêm nitritos ou nitratos (bacon, cachorro-quente) ou molho de soja, amaciadores de carne, sal temperado
  • Natas
  • Nozes, manteiga de amendoim
  • Pão de Sourdough
  • Favas, feijão, favas, ervilhas
  • Figos, passas de uva, mamões, abacates, ameixas vermelhas
  • Frutas cítricas
  • Quantidades excessivas (mais de 2 xícaras) de bebidas com cafeína, como chá, café ou cola
  • Álcool (incluindo vinho tinto e cerveja)

Diversos tipos de enxaqueca

A enxaqueca é uma condição complexa com uma ampla variedade de sintomas. Para muitas pessoas a principal característica é uma dor de cabeça dolorosa. Outros sintomas incluem perturbação da visão, sensibilidade à luz, som e cheiro, sensação de enjoo e vómito. Enxaqueca pode ser muito assustador e pode resultar na necessidade de uma pessoa ficar parada e quieta por várias horas.

Os sintomas variam de pessoa para pessoa e os mesmos indivíduos podem ter sintomas diferentes durante diferentes ataques. Os ataques de enxaqueca podem variar em duração e frequência. Enxaquecas geralmente duram de 4 a 72 horas e a maioria das pessoas ficam livres de sintomas entre os ataques. Enxaqueca pode ter um enorme impacto sobre o seu trabalho, família e vida social.

Os tipos de enxaqueca

Vários tipos de enxaqueca existem. Enxaqueca com aura, enxaqueca sem aura, enxaqueca basilar, enxaqueca oftalmoplégica, enxaqueca hemiplégica familial, enxaqueca retiniana, status enxaquecoso, enxaqueca complicada e enxaqueca transformada (cefaleia crónica diária), enxaqueca menstrual, enxaqueca na mulher e enxaqueca por disfunção da vértebra cervical, são os tipos descritos. Enxaqueca sem aura é a forma mais comum de enxaqueca, é na maioria das vezes o que popularmente se chama enxaqueca. A duração das crises é de 4 a 72 horas, e são necessárias 5 crises para considerarmos o diagnóstico de enxaqueca Os sintomas presentes na enxaqueca sem aura incluem a dor do tipo pulsátil, de moderada a forte intensidade, tipicamente em um lado da cabeça. A cefaleia piora com actividades habituais e é acompanhada de sensibilidade a luz, barulho e cheiros, enjoo, e por vezes vómitos. Enxaqueca com aura. Apresenta as mesmas características da enxaqueca sem aura, porém, fenómenos visuais como luzes, pontos escuros, figuras geométricas e até a perda de uma parte do campo visual são descritas.

Diagnóstico da enxaqueca

A enxaqueca é uma condição complexa, cujas manifestações têm assombrado os seres humanos há mais de 4.000 anos. Enxaqueca, no sentido clínico, é uma síndrome, de um conjunto de sintomas. Dor de cabeça, em geral, e enxaqueca em particular são exemplos de condições que não têm uma solução rápida. Não é uma parte da neurologia que possa, ou deva ser tratada em poucos minutos e depois esquecida.
As tentativas de fazê-lo, muitas vezes, resultam numa experiência insatisfatória para ambos, médico e paciente. A enxaqueca é um pouco mais como hipertensão, persistente, e necessita de atenção ao longo de um período de tempo. Enxaqueca não é uma condição estática, por isso haverá períodos em que os pacientes precisam de relativamente pouca atenção e períodos em que eles vão precisar de acompanhamento e aconselhamento mais próximo. O tempo que se perde na reconstituição da história clínica clara vai ter efeitos positivos no sucesso terapêutico.

Dor de cabeça no diagnóstico de enxaqueca

O diagnóstico de enxaqueca é feito através da identificação de uma dor de cabeça recorrente com certas características, não havendo sinais neurológicos significativos no exame físico nem achados anormais na investigação. A enxaqueca é uma dor de cabeça episódica com certas características associadas, como sensibilidade à luz, som ou movimento, e muitas vezes com náuseas ou vómitos. Nenhum das condições referidas é obrigatória e, na verdade, uma aura de enxaqueca, perturbações visuais com luzes piscando ou com linhas em ziguezague que se deslocam por todo o campo, ou outros sintomas neurológicos, são relatado em apenas cerca de 15% dos pacientes. O nível mais simples da enxaqueca é a dor de cabeça com características associadas e cefaleia do tipo tensional e a dor de cabeça que é inexpressiva. Depois de eliminada uma dor de cabeça secundária, como resultado de um possível tumor cerebral, meningite ou arterite de células gigantes, o quadro clínico de enxaqueca deve ser procurado, a fim de conseguir garantir uma boa qualidade de vida para os pacientes que sofrem de enxaqueca.


Causas da enxaqueca

Não existe um consenso global quanto a causa exacta da enxaqueca, dor de cabeça.
Sabe-se que a enxaqueca, dor de cabeça, ocorre devido a disfunção, episódica, na libertação de substancias químicas inibitórias da sensação de dor, como a beta-endorfina e a serotonina. Estas substâncias inibitórias existem para que não sintamos dores desnecessárias, como por exemplo o roçar da roupa no nosso corpo.
No indivíduo com enxaqueca, há uma diminuição destas substâncias, então sentirá dor de cabeça intensa, mesmo com as funções normais (fisiológicas) do seu organismo. Por exemplo, a pulsação normal e natural nas artérias da cabeça, que é transmitida pelos nervos trigêmeos e occipitais para regiões cerebrais, será reconhecida como dor, durante as crises de enxaqueca e dor de cabeça, devido não ter ocorrido a devida inibição dessa sensação pelas substâncias inibitórias.
Porém o motivo exacto destas alterações bioquímicas, causando a crise de enxaqueca, dor de cabeça, ainda não foi totalmente definido pela ciência.
A porção superior da nossa coluna é muito delicada, tanto do ponto de vista da quantidade de nervos que se irradiam como de vasos que alimentam o cérebro (o sangue é o transporte do alimento).
Mesmo uma leve espondilolistese (escorregamento latero-lateral) de alguma vértebra cervical pode resultar em dor de cabeça (cefaleia) ou enxaqueca, por muitos anos. Enquanto esta alteração vertebral não for corrigida, o paciente continua com as crises de enxaqueca ou dor de cabeça (cefaleia).
Qualquer anomalia ou desalinhamento que venha a comprimir algum nervo, ou mesmo obstruir, causando estenose funcional, mesmo ligeiramente, a passagem do sangue nesta região delicada (cervical), pode acarretar em dor de cabeça (cefaleia) ou enxaqueca.


Enxaqueca crónica

Designa-se de enxaqueca crónica quando você tem dores de cabeça por mais de 15 dias por mês durante pelo menos três meses, e em oito destes dias você tiver uma enxaqueca. Enxaqueca crónicas podem ter um grande efeito sobre a sua vida. Se você tem enxaqueca crónica, pode sentir a necessidade de tomar quantidades crescentes de medicamentos para ajudar a controlar os seus sintomas. No entanto, tenha cuidado, porque ao longo do tempo, isso pode levar a outras dores de cabeça, motivadas por uso excessivo de medicamentos. Seu médico pode de deve fornecer aconselhamentos sobre a melhor forma de  lidar com a enxaqueca crónica.


Sinais e sintomas da enxaqueca

Os Sinais e Sintomas de Enxaqueca (Cefaleia) segundo a MTC, são: 

- Enxaqueca tipo Vento com Umidade: 
Dor de cabeça é provocada pelo Vento e Frio, a maioria das vezes acontece unilateralmente, pode alterar os lados; às vezes pode ser  sentido na cabeça inteira. As dores podem ser agudas; ou com sensação de pressão; ou uma dor pulsante, no local da dor, às vezes, pode encontrar nódulo. Acompanha nariz entupido com secreção nasal branca ou transparente, saburra branca, pulso tenso ou em corda. Nos casos graves pode ter enjoo, vomito, vertigem, sudorese, e rosto pálido.

- Enxaqueca tipo Ascensão do Yang do Fígado: 
Na maioria das vezes acontece unilateralmente com dor fisgada, acompanha vertigem, calor  no rosto, irritação e nervoso, olho vermelho, boca amarga, língua vermelha, pulso em corda. Muitas vezes é provocada pela tensão nervosa.

- Enxaqueca tipo Estagnação da Fleuma:
A cabeça com dor pesada e pressão, sensação de peso e/ou inchaço no peito ou na região do estômago, tem enjoo, pode vomitar fleuma ou catarro, fezes moles, saburra branca e pegajosa, pulso escorregadio.
 
- Enxaqueca tipo Deficiência do Sangue:
Sensação de cabeça pesada com dor e vista turva, a dor é duradoura melhora com descanso, paciente sente muito cansaço e/ou taquicardia, rosto pálido, geralmente teve hemorragia ou doenças crónicas. Língua clara com pulso fino.

- Enxaqueca tipo Estagnação do Sangue:
Dor de cabeça tipo agulhada de longo tempo, a dor tem local fixo, o olho pode ficar turvo ou escuro, tem queda de memória. A língua tem cor levemente roxa, pulso fino ou áspero.


Fases de ataque de enxaqueca

Muitas vezes, é difícil prever quando um ataque de enxaqueca vai acontecer. No entanto, muitas vezes você pode prever o padrão de cada ataque. Em adultos, podemos dividir um ataque de enxaqueca em quatro ou cinco fases, nomeadamente:
- Uma pré-dor de cabeça, ou fase de alerta;
- Aura (nem sempre presente);
- A dor de cabeça;
- Resolução;
- Recuperação.
Aprender a reconhecer as diferentes fases de um ataque de enxaqueca pode ser útil. Uma pessoa poderá passar por todas as fases, ou por uma combinação destas fases, e a combinação de fases pode variar de ataque para ataque. Reconhecendo sintomas diferentes em momentos diferentes, durante o seu ataque dor de cabeça, pode dar ao seu médico informações que podem ajudar no diagnóstico. Além disso, tomar a medicação antes que os sintomas se tenham desenvolvido totalmente pode reduzir o efeito de um ataque. Ataque de enxaqueca numa criança, muitas vezes é muito mais curto do que o ataque de enxaqueca num adulto.

Aura da enxaqueca

A aura de enxaqueca inclui uma vasta gama de sintomas neurológicos. Esta fase pode durar entre 5 e 30 minutos, e, normalmente, acontece antes da dor de cabeça. Apenas 15% dos sofredores de enxaqueca têm aura.

A dor de cabeça na enxaqueca

Esta etapa envolve a dor de cabeça que pode ser grave, mesmo insuportável. A dor de cabeça é geralmente latejante, e agravada pelo movimento. Alguns pacientes descrevem uma dor de pressão ou aperto. A dor de cabeça é normalmente de um dos lados da cabeça, em especial no início de um ataque. Alguns doentes têm dor em ambos os lados da cabeça, ou sobre a testa, mas normalmente não têm dor na parte de trás da cabeça. Náuseas e vómitos podem acontecer nesta fase, e o doente pode sentir-se sensível à luz ou som, ou ambos.

Resolução da enxaqueca

A maioria dos ataques desaparece lentamente, mas alguns param de repente. O sono parece ser a melhor "cura" para muitos doentes, que acham que mesmo uma ou duas horas podem ser suficientes para acabar com um ataque. Muitas crianças acham que dormir por apenas alguns minutos pode parar seu ataque.

Recuperação da enxaqueca

Esta é a etapa final de um ataque, e que pode levar horas ou dias. Os sintomas podem ser semelhantes aos da primeira etapa. Se você perdeu o seu apetite no início do ataque, você pode estar com muita fome agora. Se você estava cansado, agora você pode sentir-se cheio de energia.


Entendendo a enxaqueca

Uma doença que atinge um décimo da nossa população é o tema de milhares de conversas particulares a cada dia, mas surpreendentemente poucas pessoas (até mesmo os médicos) podem fornecer uma resposta coerente quando se pergunta o que é uma enxaqueca.
A enxaqueca é relativamente fácil de definir em termos clínicos. Por vezes diz-se que uma enxaqueca ocorre quando existem 5 ou mais ataques de dor de cabeça não provocadas e que duram entre 4 a 72 horas, sendo grave o suficiente para restringir significativamente ou até mesmo proíbem a atividade diária de rotina, sendo acompanhada de náuseas ou sensibilidade à luz e ao som. Note-se que a definição clínica de enxaqueca não requer que a dor de cabeça seja pulsátil ("pulsante") ou lateralizada para um dos lados da cabeça: apesar de tais características serem comuns na enxaqueca, que estão longe de ser invariáveis. O diagnóstico de enxaqueca, nem requer a ocorrência de sintomas da aura visual ou de outras; e apenas 20 a 25% dos pacientes com enxaqueca sempre experimentam aura, e nessa minoria, relativamente são poucos os que experimentam aura a cada ataque de enxaqueca. Por fim, a enxaqueca não precisa ser intensa ou incapacitante em todas as ocasiões; sendo que algumas crises de enxaqueca podem não envolver nenhuma dor de cabeça de qualquer natureza (aura sem dor de cabeça), e muitos ataques podem envolver dor de cabeça de intensidade ligeira e uma reminiscência mais do tipo tensional de dor de cabeça, do que o que normalmente se associa com uma enxaqueca.
Ao longo dos últimos anos acreditava-se que as crises de enxaqueca surgiam devido a mudanças nos vasos sanguíneos que suprem a cabeça e o cérebro; e aura (quando ocorre) era atribuída a constrição das artérias, com sintomas neurológicos decorrentes da deficiência do fluxo sanguíneo e da "latejante, nauseante" dor da enxaqueca atribuída a uma dilatação compensatória dessas e outras situações.
Agora acredita-se que a enxaqueca é, provavelmente, de origem genética e que o distúrbio reflete uma hipersensibilidade geneticamente induzida que envolve os neurónios (células cerebrais), localizadas no sistema nervoso central. Se um neurónio geneticamente preparado desencadear uma mudança no ambiente externo (por exemplo, queda da pressão barométrica) ou ambiente interno (por exemplo, queda brusca no nível de estrogênio), o neurónio pode ativar e, acionar seus neurónios vizinhos para participar, e induzir o caminho da forma como o cérebro normalmente conduz a dor de cabeça para despertar e produzir os sintomas familiares de uma crise de enxaqueca. Como tal, a enxaqueca é um pouco semelhante à epilepsia. Ambas as condições refletem cérebros que contêm neurónios que são anormalmente sensíveis, e como a enxaqueca, a fonte desta sensibilidade na epilepsia podem ser genética. Enxaqueca e epilepsia são "co-mórbida bi-direcional" (ou seja, se a pessoa tem enxaqueca,  ela é mais propensa a epilepsia do que normalmente seria esperado noutra pessoa e vice-versa). Além disso, cimentando esta relação, é o facto de que inumeros dos nossos melhores medicamentos para a prevenção da enxaqueca foram inicialmente desenvolvidos para tratar a epilepsia (por exemplo, divalproato de sódio [Depakote] e topiramato [Topamax]).
A terapia para enxaqueca aguda e crónica, destina-se a estabilizar um cérebro geneticamente preparado, que se tornou de forma aguda ou crónica instável.


O que é uma enxaqueca

Dá-se o nome de enxaqueca a uma dor de cabeça recidivante, intensa e pulsátil que normalmente afeta um dos lados da cabeça, apesar de poder afetar ambos os lados. A dor normalmente começa de repente e pode ser precedida ou acompanhada de alguns sintomas visuais, neurológicos ou gastrintestinais.
Apesar de a enxaqueca poder iniciar-se em qualquer idade, ela normalmente começa a surgir em pessoas com idade entre os 10 e os 30 anos. Por vezes, desaparece depois dos 50 anos e é mais frequente nas mulheres do que nos homens. Se tivermos em  consideração que mais de 50 % das pessoas com enxaqueca têm familiares que também sofrem dela, é de supor que a tendência possa ser transmitida geneticamente. Em geral, a dor da enxaqueca é mais grave do que as cefaléias tensionais.
A enxaqueca manifesta-se quando as artérias que irrigam o cérebro se contraem e de seguida se dilatam, o que ativa os receptores da dor. Não se conhece a causa da constrição nem da dilatação dos vasos sanguíneos, mas uma concentração anormalmente baixa de serotonina no sangue, uma substância química que intervém na comunicação dos neurônios (neurotransmissores), pode desencadear as contrações.
Raramente a causa subjacente da enxaqueca é uma malformação de um vaso sanguíneo; mas nesses casos, a dor de cabeça apresenta-se quase sempre do mesmo lado. No entanto, na maioria das pessoas as dores de cabeça ocorrem indistintamente num lado ou noutro lado da cabeça.

Novo tratamento para enxaqueca dolorosa

De acordo com o CBS Denver, um novo tratamento está ajudando a prevenir enxaquecas dolorosas - e é livre de drogas.
O paciente usa o dispositivo na cabeça que se parece com uma banda de alta tecnologia, uma vez por dia. 
"Minha cabeça parece palpitar ... respirar, pulsar", disse Robert Paradis, que tinha uma enxaqueca quase todos os dias durante os últimos 18 anos. 
"A dor estava centralizada num único local quase como se estivesse sentindo um picador de gelo a furar o crânio", disse Paradis. 
Ele tentou uma infinidade de medicamentos, fisioterapia, biofeedback e outros tratamentos, mas nada estava funcionando. 
Toda a sua vida foi condicionada pelas enxaquecas.
Em seguida, em abril passado, ele tentou Cefaly. 
"Assim que cheguei, vi resultados imediatos." 
Cefaly é um arco de plástico alimentado por bateria. Esta técnica utiliza um eletrodo na testa e, em seguida, coloca-se o dispositivo. Estes são usadas por 20 minutos todas as noites.
"Agora eu posso sentir um formigamento na testa logo acima das sobrancelhas." 
Cefaly funciona estimulando os nervos abaixo da testa que desencadeiam a enxaqueca e pode realmente impedi-la. 

"Nós estivemos esperando por Cefaly", disse o especialista em dor de cabeça Dr. Cori Millen. 
Millen diz que Cefaly tem sido usado na Europa há anos, mas só foi aprovado pela Food and Drug Administration em março passado. 
"Já tive pacientes que chegam e dizem:" Desde que eu comecei a usar Cefaly comecei a fazer atividades que não fazia há anos ", disse Millen.
Cefaly pode não funcionar para todos os pacientes. Aqueles que sofrem de enxaqueca devem conversar com seu médico. Este tratamento carece de prescrição médica, e custa nos E:U.A. cerca de US $350.

Enxaqueca, sinusite e alergia

Uma mulher de cerca de 30 anos refere que sofre de sinusite e colocou uma questão ao The Californian que tem a ver com o facto de que tem tomado medicamentos, mas estes não têm ajudado a combater a alergia.

Em resposta a esta questão os especialistas referiram que as alergias sazonais podem causar congestão nasal, espirros e coriza. Mas quando se sente dor e pressão na cabeça, pode ser hora de considerar outras causas de alergia, já que os problemas de sinusite não costumam causar dores de cabeça. Pelo menos, eles não causam o que a maioria das pessoas refere quando usa o termo "dor de cabeça". A maioria das pessoas com congestão nasal quer referir "congestionamento na cabeça", e não dor de cabeça.

Se você estiver experimentando regularmente dores de cabeça com congestão nasal, você pode ter dores de cabeça provocadas por enxaqueca. Isto porque a enxaqueca pode causar sinusite e corrimento claro, assim como pode causar vermelhidão nos olhos, assim como olhos chorosos. 

Pessoas com enxaqueca são muitas vezes diagnosticadas com problemas de sinusite. Isto pode ter como motivo o facto de muitas pessoas não associarem a dor e pressão sinusal a enxaqueca. Na verdade, mais de 80 por cento das pessoas que sofrem de enxaqueca relatam dor e pressão sinusal. Metade também experimenta congestão nasal ou coriza. Para aumentar a confusão, as mudanças climáticas são gatilhos comuns de enxaqueca. Então, a enxaqueca pode seguir um padrão que pode ser erroneamente associado a alergias sazonais. 

Um médico deve ser capaz de diagnosticar o tipo de dor de cabeça que cada pessoa está enfrentando. Ele poderá fazer um diagnóstico baseado numa descrição exata e detalhada dos sintomas do paciente. Por exemplo, náuseas, vômitos ou sensibilidade à luz ou som são indícios de que a dor está relacionada com a enxaqueca. 

As enxaquecas devem ser tratadas logo que os sintomas começam, pois qualquer atraso pode tornar a dor de cabeça mais difícil de tratar. 

Uma parte crucial da gestão de enxaqueca é a prevenção. Certas atividades, alimentos e outros fatores podem desencadear enxaquecas. Identificar e evitar os gatilhos de dor de cabeça podem ajudar a reduzir a frequência com que surgem as enxaquecas e a sua intensidade.
Não deixe de perguntar ao seu médico sobre medicamentos preventivos. Estes medicamentos são tomados diariamente para reduzir o número e gravidade de enxaquecas.

Enxaqueca e a consulta médica

Se sofre de enxaqueca, tenha em atenção quatro dicas para que possa obter o máximo de proveito do seu relacionamento com o seu médico. 

SAIBA MAIS SOBRE A<ENXAQUECA
Saiba mais sobre a enxaqueca, as suas causas e opções de prevenção e tratamento. Familiarize-se com os seus próprios sintomas, padrões, e gatilhos que a motivam.

ESTEJA PREPARADO PARA A SUA CONSULTA MÉDICA
Ser capaz de fornecer informações específicas ao seu médico, irá facilitar seu atendimento. Esteja preparado para compartilhar as seguintes informações:
- Fornecer exemplos para explicar a gravidade de seus ataques de enxaqueca (por exemplo, quantas dias de escola/trabalho você perde, formas como a enxaqueca interfere com suas atividades, e efeitos sobre a sua qualidade de vida).
- Mantenha as informações de cada ataque, incluindo sintomas, o que você acha que pode ter causado o ataque, e quaisquer medidas que ajudaram a aliviar os sintomas.
- Elabore lista de medicamentos que você está tomando atualmente para a enxaqueca ou qualquer outro problema de saúde, incluindo medicamentos de prescrição médica ou não, e remédios naturais. 
- Compartilhe suas metas de tratamento com o seu médico.
Manter um diário de dor é a melhor forma de reunir informações para a sua consulta médica. Conhecer o padrão de dor de cabeça pode ajudá-lo a sentir-se mais no controle de sua vida. 

ENTENDA O SEU PLANO DE TRATAMENTO
Certifique-se de entender o seu plano de tratamento quando sair da consulta médica. Peça instruções detalhadas para os seus medicamentos, e certifique-se de entender quanto tempo você terá que tomar a droga antes que você comece a notar melhorias. Você também pode pedir ao seu médico para analisar os prós e os contras de cada medicamento, incluindo potenciais reações negativas ou outros efeitos colaterais. Se for necessário uma consulta de acompanhamento, certifique-se de compreender quando isso deve acontecer. Manter consultas de acompanhamento é fundamental para a criação de um plano de tratamento bem-sucedido.

SEJA REALISTA
É útil ter expetativas razoáveis sobre o tratamento da enxaqueca. Embora não haja cura para a enxaqueca, a doença pode ser controlada com tratamento efetivos e programas de cuidados pessoais. Assim, recomendamos que:
- Seja paciente e dê tempo para que o tratamento possa funcionar.
- Perceba que o sucesso do tratamento vai ter fluxos e refluxos.
- Esteja disposto a ouvir o seu médico e mantenha uma mente flexível, aberta e preparada para modificar o seu tratamento, se necessário.

Enxaqueca e os sinais de alerta precoce

Ao perceber sinais de alerta de enxaqueca, tome medidas imediatas que possam potencialmente prevenir ou reduzir a gravidade da enxaqueca. A enxaqueca pode muitas vezes ser precedida de sintomas (chamados de sintomas premonitórios) que podem servir como sinais de alerta precoce. Estes sintomas ocorrem tipicamente 6 a 24 horas antes da dor de cabeça e podem incluir:
- Alterações de humor, incluindo depressão, euforia, aumento da irritabilidade.
- Aumento da sede.
- Retenção de líquidos.
- Desejos de certos alimentos ou perda de apetite.
- Sensibilidade à luz e som.
- Fadiga.
- Inquietação.
- Dificuldade de usar ou compreender as palavras.
- Rigidez do pescoço.
- Diarreia.

Se você notar sinais de alerta, você pode tentar relaxar e tentar reduzir os gatilhos (por exemplo, reduzir a iluminação e os níveis de ruído). Sua reação mental e emocional para sinais de alerta também é crítica, tornando-se assustado, ansioso, ou convencido de que você vai ter uma enxaqueca, podendo piorar uma enxaqueca. Para ajudar a diminuir estas emoções, tente manter uma atitude positiva, mantendo-se calmo e permitindo mentalmente a possibilidade de uma enxaqueca não se desenvolver.

Estratégias de auto-medidas para o alívio imediato incluem:
- Usar o frio. Enrole uma bolsa de gelo, lata de refrigerante, ou saco de gelo e coloque-os contra o local da dor ou a parte de trás do seu pescoço por um período máximo de dez minutos. Espere 20 minutos e repita, se desejar.
- Use frio e quente juntos. Por exemplo, use uma bolsa de gelo na cabeça e pescoço, enquanto aquece seu corpo desde os ombros para baixo.
- Reduza entradas sensoriais. Proteja seus olhos da luz direta. Reduza o ruído e outros estímulos. Deite-se numa zona tranquila, num quarto escuro, se possível.
- Beba bastante líquidos. Isto ajuda a evitar a desidratação. Beber refrigerantes pode ajudar a aliviar a náusea.
- Use massagem. Massaje os músculos ao longo de seus ombros, pescoço e parte de trás do crânio. Esfregue suavemente a sua cabeça, testa, têmporas, músculos faciais, e mandíbula. Escovar o couro cabeludo suavemente com uma escova de cabelo macio pode proporcionar alívio adicional.
- Faça uma soneca. Algumas pessoas com enxaqueca aguda experimentam uma redução dos sintomas depois de uma soneca.

Tratamento não-farmacológico na enxaqueca

Opções não-farmacológicas como tratamento da enxaqueca incluem estratégias que podem ser utilizadas por nós próprios, ou tratamentos utilizados por profissionais treinados. O seu médico pode ser capaz de fornecer referências. Estas estratégias podem ser úteis para a prevenção de ataques de enxaqueca, bem como gestão de enxaquecas crônicas.

Compreender como os impactos do estilo de vida afetam a gravidade e frequência das crises de enxaqueca pode ser uma grande parte do sucesso na prevenção da enxaqueca. A chave, é desenvolver padrões consistentes para todos os dias da semana.
Mudanças no estilo de vida devem ser realizadas de forma gradual e ao longo do tempo. Elaborámos uma lista de estratégias comprovadas. Estas incluem:
- Sono: Deve manter-se uns padrões de sono consistentes, inclusive nos fins-de-semana e feriados. Isto significa que você deve deitar-se e levantar-se todos os dias à mesma hora. Deve tentar perceber a quantidade de sono de que você precisa e tentar não ficar mais tempo a dormir, e tão pouco menos tempo do que o necessário. Não dormir o suficiente durante a semana e tentar obter sono extra no fim-de-semana pode desencadear um ataque de enxaqueca.
- Exercício: Uma rotina de 20 a 40 minutos de exercício aeróbico, três ou mais vezes por semana pode aliviar o estresse e equilibrar a fisiologia interna, melhorando a sua enxaqueca.
- Alimentação: Coma refeições regulares e não pule as refeições. Coma um bom e saudável pequeno-almoço.
- Reduza o estresse: Procure implementar técnicas comuns de gerenciamento de estresse.
- Melhore a sua postura: Preste especial atenção à forma como você segura seu pescoço e ombros. Por exemplo, quando se trabalha num computador, ajuste a sua cadeira e mesa, de modo que você não tenha que dobrar o pescoço por longos períodos.

Enxaqueca, como consequência de vulnerabilidade no sistema nervoso

Mais de 28 milhões de americanos sofrem de enxaquecas. As enxaquecas ocorrem normalmente entre as idades de 15 a 55 anos, e 70-80% dos pacientes com enxaqueca têm um membro da família com esta condição. As enxaquecas são três a quatro vezes mais comuns em mulheres do que em homens. A maior incidência de enxaqueca nas mulheres pode estar relacionada a alterações hormonais, incluindo a ovulação, menstruação, contraceptivos orais, gravidez e menopausa.

Enxaqueca pode levar a dor física e a sofrimento emocional. Quando as enxaquecas são imprevisíveis, frequentes ou crônicas, um doente pode ficar frustrado, triste, com raiva ou deprimido. Quando a enxaqueca se torna grave pode afetar a qualidade de vida e diminuir a produtividade na escola e no trabalho, no entanto, a enxaqueca, é tratável e evitável. Amigos, família, colegas de trabalho e prestadores de cuidados de saúde podem ajudar a diminuir a dor de pacientes com enxaqueca. Pessoas com enxaqueca também podem ajudar-se a si mesmas, aprendendo mais sobre suas dores de cabeça, e sobre a construção de uma boa relação com o seu prestador de cuidados de saúde, e praticando ao mesmo tempo um auto-cuidado pessoal.
Características de enxaquecas típicas incluem:
• Dor de um lado da cabeça;
• Dor intensa pulsante ou latejante;
• Dor moderada a intensa que afeta a atividade diária;
• Náuseas ou vômitos;
• Sensibilidade à luz e som;
• Ataques com duração de 4 a 72 horas e por vezes mais;
• Aumento da dor associada a esforço (por exemplo, subir escadas).
Aproximadamente um quinto das pessoas afetadas com enxaqueca experimenta auras. Uma aura é caraterizada pelo aparecimento de sinais de alerta, 30 a 60 minutos antes do início dos sintomas de dor de cabeça. Sintomas de aura geralmente são de natureza neurológica e podem incluir distúrbios visuais (por exemplo, vendo linhas onduladas, pontos, luzes piscando, pontos cegos) e interrupções no cheiro, gosto ou toque.

De acordo com a Associação Médica Americana: "A causa exata da enxaqueca é incerta, embora várias teorias estejam ainda a ser estudadas. Uma teoria favorecida por muitos pesquisadores é a de que a enxaqueca é consequência de uma vulnerabilidade do sistema nervoso a mudanças bruscas, tanto do seu corpo como do ambiente ao seu redor.
Muitos pesquisadores acreditam que pacientes com enxaqueca tenham herdado uma resposta do sistema nervoso mais sensível do que pessoas que não apresentam enxaquecas. Durante um ataque de enxaqueca, mudanças na atividade cerebral produzem inflamação dos vasos sanguíneos e dos nervos ao redor do cérebro. A medicação associada a enxaqueca pode produzir alívio por aquietar vias nervosas sensíveis, reduzindo a resposta inflamatória.

Como identificar e tratar a enxaqueca

Por Dr André Felicio, neurologista, doutor em ciências pela UNIFESP, membro da Academia Brasileira de Neurologia e clinical fellow da University of British Columbia no Canadá, publicado em Segs.com.br.

A enxaqueca, também conhecida como migrânea, é um tipo de dor de cabeça que pode ocorrer em determinados momentos da vida, de maneira episódica (ou seja, em episódios) ou com bastante frequência, de maneira crônica. Existem, basicamente, dois tipos de enxaqueca: com aura (menos comum) e sem aura (mais comum).  A aura é uma manifestação neurológica que os pacientes com enxaqueca referem antes da crise. Ela dura, em geral, de 5 a 20 minutos e é caracterizada por alterações visuais (pontos luminosos, visão em túnel ou perda da visão de um dos lados), formigamentos no braço ou na perna, tontura e, mais raramente, alteração de fala ou da força muscular.

Os fatores internos que contribuem para a enxaqueca são, normalmente, de natureza genética, ou seja, história familiar de enxaqueca torna o individuo mais suscetível a adquirir o problema. Fatores hormonais também pesam, especialmente para as mulheres, que estão mais propensas a ter enxaqueca durante seu ciclo de vida reprodutivo, ou seja, entre a primeira menstruação (menarca) e a última (climatério).

A relação entre anticoncepcionais e enxaqueca também deve ser ressaltada. Embora, em algumas circunstâncias, eles possam ser a própria causa da dor, muitas vezes, porém, o "controle" dos ciclos menstruais irregulares com os anticoncepcionais pode ser um auxílio no combate à enxaqueca.

A identificação da enxaqueca, entre os vários tipos de dor de cabeça que existem, geralmente segue uma criteriosa entrevista médica e exame físico direcionado que identificam, entre outras coisas:
  1. dor forte, pulsante, de um lado da cabeça
  2. dor que piora com a prática de atividades físicas
  3. presença de enjôo e, às vezes, vômito
  4. luz e barulho incomodam mais do que o normal, agravando a dor
  5. ausência de outros problemas clínicos ou neurológicos que justifiquem a dor
Além da dor em si, que impacta negativamente nas atividades cotidianas de quem sofre deste problema, a enxaqueca, principalmente a crônica, pode estar associada a uma série de transtornos neuropsiquiátricos que vão desde depressão à ansiedade, passando por transtornos do sono e da alimentação. 

Um estudo realizado na UNIFESP, com cerca de 4000 pacientes com dor de cabeça, mostrou que cerca de 40% procuram o serviço especializado para tratamento da dor. O tratamento para a enxaqueca engloba dois grandes grupos de remédios: os que tratam as crises (abortivos), como os da família dos triptanos e ergotamiínicos, antiinflamatórios e analgésicos simples; e os que previnem as crises (preventivos). Estes últimos são mais complexos e incluem diversos medicamentos originalmente usados para outros fins, como alguns antidepressivos, antihipertensivos, anticonvulsivantes, entre outros. Quando prescritos corretamente, eles auxiliam bastante no tratamento da enxaqueca, “prevenindo” novas crises.

Os medicamentos que tratam as crises agem no mecanismo conhecido por "inflamação neurogênica", atuando em receptores de serotonina, opioides, canais de cálcio, entre outros. Os efeitos colaterais dependem muito do remédio utilizado. Por exemplo, alguns antidepressivos podem causar sono e aumento de peso. Já alguns anticonvulsivantes podem reduzir o apetite.

Algumas medidas não-farmacológicas também são importantes para prevenir a dor, por exemplo: evitar alimentos que deflagram a enxaqueca (chocolate, queijo amarelo, álcool, entre outros), praticar atividade física, técnicas de relaxamento, biofeedback e acupuntura.

Em resumo, a enxaqueca é um tipo de dor de cabeça bastante comum, em particular, nas mulheres, mas que deve ser reconhecida pelo médico e tratada adequadamente, uma vez que existem vários diagnósticos diferenciais para as dores de cabeça e as medicações para crise ou prevenção são escolhidas conforme o perfil de cada paciente e situação.

Conheça quais as causas da enxaqueca, seus sintomas e sinais, os diversos tipos de enxaqueca e como é feito o seu tratamento.

Tratamentos naturais para dor de cabeça

Existem diversos tratamento naturais que podem contribuir para o tratamento da dor de cabeça, nomeadamente:
• Quando surgir uma dor de cabeça, aplique compressas frias no lugar onde a dor parece ter originado. Isto reduz espasmos musculares e ajuda os vasos sanguíneos. Deixe um pano limpo e húmido na geladeira por 10 minutos, ou mergulhe-o em água com cubos de gelo, retire-o e torça-o e aplique.
• Coloque um aquecimento sobre os músculos do ombro como uma almofada, toalha quente ou garrafa de água quente e talvez no pescoço. Fazer isso pode te ajudar.
• Durma o suficiente, mas evite acordar tarde. Vá dormir mais cedo.
• Não coma demais. Inclua suficiente quantidade de fibra em suas refeições.
• O tratamento para cefaleia depende da causa. Cefaleias causadas por um determinado problema frequentemente retornam. Portanto, identifique a causa e muitas futuras dores de cabeça serão evitadas.
• Às vezes, dores de cabeça repetidas, são um sintoma de uma doença mais grave.
• Certifique-se de que você esteja recebendo suficiente vitamina B, especialmente niacina e ácido pantatênico. Vitamina A e ferro são também importantes (mas não se esqueça de dar preferência sempre a obter o seu ferro de alimentos, tais como melaço, etc e não de produtos químicos, como suplementos).
• Exercícios regulares podem ajudar a prevenir dores de cabeça devido à tensão. Exercite-se quando houver dor de cabeça, caso a dor não seja severa.
• Faça suas refeições em horas regulares, e não coma alimentos que possam causar-lhe este problema.
• Respire profundamente.
• O brilho da luz pode causar fadiga visual e dores de cabeça.
• Não mastigue chiclete. A mastigação repetitiva pode trazer tensão e dor de cabeça.
• Não use muito sal.
• Não exagere. Aprenda a viver dentro do seu limite.
• Quando tiver que enfrentar altas altitudes, tome adicional vitamina C, para evitar uma cefaleia devido a alta altitude.
• Mantenha um diário para ajudá-lo a determinar a causa das dores de cabeça. Anote: data, hora do dia, quando a dor é sentida e quaisquer comentários sobre o que você acha que podem ser possíveis causas.
• Se alguns dos seguintes sintomas ocorrem com a cabeça, a situação pode ser mais grave, e você deveria consultar um profissional: febre e rigidez no pescoço, sensibilidade à luz, perda da fala ou confusão, batimento cardíaco irregular, pressão na área dos sinus na face, mudança visual das cores ou a sensação de que sua cabeça vai explodir.
• Se você acha que alguma coisa que comeu ocasionou uma terrível dor de cabeça, tome 5 comprimidos de carvão dentro de uma hora. (não tome comprimidos de carvão diariamente)
• Alguns chás das seguintes ervas podem ser benéficos: valeriana, matricária, erva-cidreira, primavera, lavanda e salgueiro.

Causas de enxaqueca e cefaleia nas crianças

Existem muitos acontecimentos que podem motivar o aparecimento de enxaquecas, dor de cabeça e cefaleias nas crianças, sendo os mais comuns os que a seguir se enumeram:

1- Efeitos de alguns medicamentos.
2- Falta de sono.
3- Alimentação desequilibrada (muito açúcar, café, chocolate, massas, gorduras, etc.).
4- Lesões físicas.
5- Alterações hormonais.
6- Desidratação.
7- Stress, cansaço e fadiga.
8- Uso exagerado de aparelhos como a televisão, o computador e aparelhos sonoros. 
9- Ansiedade.
10- Ambientes que se permitem o uso de cigarros.
11- A ingestão ou cheiro de substâncias fortes e irritantes.
12- Ruídos fortes.
13- Problemas de vista. 

Cerca de 10% das dores de cabeça são provocadas por outros transtornos médicos, como são o caso das infecções de ouvido e dos seios nasais, as gripes, infecções urinárias, etc.

Enxaqueca nas crianças

A enxaqueca é hoje uma das doenças mais frequentes entre as crianças. As crianças também sentem dores de cabeça. Aproximadamente 10% das crianças em idade do pré-escolar, e 50% das crianças que frequentam o 1º ciclo do ensino básico, sofrem, ou já sofreram de enxaqueca, dores de cabeça repetidas, acompanhadas de outros sintomas. O uso exagerado do computador, da televisão ou de jogos de vídeo, conjugado com o facto de dormir menos do que aquilo que é aconselhável, são as principais causas que provocam dores de cabeça nas crianças.
A ocorrência desta doença pode também estar associada ao stress, e à ingestão de alguns alimentos ou bebidas. Quando uma criança reclama de dor de cabeça, devemos ouvi-la atentamente e dar-lhe atenção de modo a tentar identificar claramente os sintomas sentidos. Pode ser que sua dor esteja relacionada com problemas físicos ou emocionais, ou com algum sintoma grave. Se a criança se queixa que a cabeça dói e não tem relação com alguma enfermidade ou mal-estar físico, e se a dor que sente é forte e não atenua, deve levá-la ao pediatra. Uma criança que sente dor de cabeça com muita frequência também deve ser levada ao médico, para se poder apurar se existe algum tipo de doença associada.

Pontos de acupuntura para tratar enxaqueca

Os Tratamentos da Enxaqueca através da Acupuntura, têm diferentes pontos de actuação, pelo que se descreve cada um em função da tipologia da enxaqueca (cefaleia):

 - Enxaqueca tipo Vento com Umidade:
Pontos: Feng Chi (VB20), Tou Wei(E8), Tong Tian(B7), He Gu(IG4), San Yang Luo(TA8).
  Manipulação: Sedação

- Enxaqueca tipo ascensão do Yang do Fígado:
Pontos: Xuan Lu(VB5), Han Yan(VB4), Tai Chong(F3), Tai Xi(R3).
Manipulação: Sedação

- Enxaqueca tipo estagnação da Fleuma: 
Pontos: Zhong Wan(VC12), Feng Long(E40), Bai Hui(VG20), Yin Tang(Extra)
Manipulação: Sedação.
 
- Enxaqueca tipo deficiência do Sangue:
Pontos: Shang Xing(VG23), Xue Hai(BP10), Zu San Li(E36), San Yin Jiao(BP6)
Manipulação: Tonificação.


.- Enxaqueca tipo estagnação do Sangue:
Pontos: A-Shi, He Gu(IG4), San Yin Jiao(BP6)
Manipulação: Tonificação ou Sedação.

Tipos de enxaqueca de acordo com a Medicina Tradicional Chinesa

De acordo com a Medicina Tradicional Chinesa a enxaqueca ou cefaleia diferencia-se de acordo com diversas tipologias, nomeadamente:

1 - Tipo Vento com Umidade:

É causada pela energia perversas como Vento Frio, Umidade, atingindo região da cabeça  provocando estagnação da circulação da energia e do sangue, causando dor de cabeça. Se conseguir liberar o Vento e o Frio, a dor passa; se a Umidade continua, quando encontra o dia frio e chuvoso a dor reaparece.

2 - Tipo Ascensão do Yang do Fígado:

Pode ser causado pela angustia, raiva, nervoso, que provocam estagnação da energia formando calor no meridiano do Fígado, subindo para a cabeça. Pode ser também causada pela deficiência dos Rins, os Rins potenciam o elemento  Água, que não consegue nutrir o elemento Madeira do Fígado, causando Yang falso do meridiano do Fígado subindo para a cabeça provocando a dor.

3 - Tipo Estagnação da Fleuma :

Acontece nas pessoas que sempre foram mais “fortinhas”, que costumam comer pratos fartos, comidas fortes, muitas sobremesas ou gorduras, formando a Fleuma e estagnando a circulação da energia, causando dor de cabeça.

4 - Tipo Deficiência do Sangue:

Acontece nos pacientes que tem doenças graves e crónicas, ou depois da perda de sangue formando deficiência do Sangue, o sangue não consegue irrigar bem a cabeça, causando dor de cabeça.
 
5 - Tipo Estagnação do Sangue:

As dores de cabeça agudas depois de um certo prazo se aprofunda no corpo atingindo a circulação dos meridianos; ou quedas; lesões atingindo a região da cabeça causando estagnação do Sangue e da Energia formando a Cefaleia.

A acupuntura no tratamento da enxaqueca

A origem da Acupuntura confunde-se com o início da civilização chinesa pelos indícios existentes de uma tradição onde os conhecimentos eram transmitidos verbalmente de mestre para discípulo. Na dinastia do Imperador Amarelo (Huang Di) tais conhecimentos foram condensados num livro tradicional conhecido até hoje como a “Bíblia da Acupuntura”, denominado Huang Di Nei Jing, que se trata de um texto escrito em forma de diálogos nos quais se obtém informações a respeito da todas as questões ligadas à saúde, principalmente, sobre a arte da cura (HISTÓRIA DA ACUPUNTURA, 2003).
A acupuntura tem por objectivo tratar as doenças por meio de aplicações
de agulhas de corpo longo e ponta fina em pontos determinados para produzir sensações ao paciente com a finalidade de curar uma enfermidade (YAMAMURA, 1993).
Para a Medicina Chinesa, o corpo é constituído de Matéria e Energia. Existem as energias que o homem absorve através da respiração (Energia Celeste), através da alimentação (Energia Terrestre) que juntas constituem a Energia Essencial e que esta, juntamente com a Energia Ancestral, vão constituir a Energia Nutridora e a Energia Defensiva. O equilíbrio destas Energias, de uma maneira geral, é o responsável pela saúde do indivíduo.
Quando há o desequilíbrio ou um excesso de Energia Celeste, considerados os factores de adoecimento, o indivíduo adoece (CORDEIRO, 2001;WEN, 1995).
Existem as teorias:
a) Yin-Yang, representado no Tai Chi (Grande Princípio Primordial), referindo que todo o fenómeno do universo é um íntegro formado por 2 partes opostas e complementares que se relacionam mutuamente;
b) Órgãos e Vísceras (Zang-Fu), referindo as actividades fisiológicas dos órgãos que permitem o equilíbrio energético;
c) Cinco elementos (Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água) que, na realidade, são os 5 elementos básicos que constituem a natureza onde existe, entre eles, uma interdependência e uma inter-restrição que determinam seus estados de constante movimento e mutação, sendo essa teoria comummente usada como guia na aplicação do tratamento após realizado o diagnóstico.
Todas as teorias são utilizadas para, de maneira filosófica, explicarem os processos patogénicos e curativos através do reequilíbrio da Energia Vital (Qi), com a manutenção dos 12 canais de energias bilaterais e dois canais unilaterais existentes no corpo humano (YAMAMURA, 1993; MACIOCIA, 1996;WEN, 1995).
O diagnóstico na acupuntura se dá por quatro (4) procedimentos:
a) inspecção – geral e regional, onde a língua é muito inspecionada durante diagnóstico pelos acupunturistas chineses;
b) ouvir as queixas e sentir os odores apresentados pelo paciente;
c) questionar os dados a respeito da duração, local e tipos de sintomas e sinais;
d) palpação – pulsologia, um dos métodos também muito utilizado pelos acupunturistas, pois, baseado na observação milenar da medicina chinesa, existe uma relação entre a posição do pulso e os diferentes meridianos do organismo podendo, desta forma, indicar a situação do meridiano no indivíduo naquele momento (WEN, 1995).
Com relação aos instrumentos de aplicação da acupuntura, estes foram
se desenvolvendo a partir do momento em que novos materiais foram sendo descobertos resultando na confecção das agulhas. Existem provas arqueológicas de que as agulhas eram feitas primariamente de pedras polidas, mas depois evoluíram para outros materiais como ossos, bambú, barro, ferro, ouro e prata, ligas metálicas até às agulhas de aço inoxidável que são utilizadas até os dias de hoje. Paralelamente ao desenvolvimento da aplicação por agulhas houve também o desenvolvimento do uso da moxa (cones ou bastões acesos feitos a partir de folhas secas de Artemisia vulgaris) para cauterizar ou aquecer determinadas regiões da pele, apesar de alguns autores acreditarem que a moxa é ainda mais antiga que a acupuntura. A aplicação da acupuntura pelo corpo pode ser feita através de pontos por todo o corpo (Acupuntura Sistémica) ou através de pontos localizados em partes determinadas do corpo (Acupuntura Microssistêmica) onde, por exemplo, a orelha é considerada um microssistema juntamente com a face, mãos, pés, a cabeça na craneoacupuntura e outros (YAMAMURA, 1993; WEN, 1995).
Com a passar dos tempos, os métodos de aplicação da acupuntura também foram se desenvolvendo onde, antigamente, os estímulos nos pontos de acupuntura eram apenas mecânicos (agulhas, massagens e ventosas) e térmicos (moxa), com a evolução da ciência, outros tipos de estímulos também podem ser administrados hoje como, por exemplo, estímulos eléctricos (eletroacupuntura), luminosos (cromoterapia, laser, infravermelho), magnéticos (imãs) e químicos (HOPWOOD, 2001).
Durante as últimas décadas, a acupuntura se tornou cada vez mais popular e parcialmente aceita em muitos países ocidentais, principalmente como técnica de alívio da dor. Vários factores contribuíram para essa popularidade, tais como muitos relatos de alívio de dor aguda e crónica, a compreensão de alguns mecanismos de acção e o interesse nas culturas do Extremo Oriente e em seu misticismo. Além disso, o tratamento não tem efeitos colaterais sérios e é barato. O fato mais importante para sua aceitação parcial na área da saúde foi a acumulação de resultados da aplicação dos métodos científicos na avaliação de seus efeitos. Isso começou nos anos 50, na China, com estudos da analgesia durante cirurgias (HOPWOOD et al, 2001).